angelo ochoa  (39 views)

What is angelo doing now?

terço ao fim da tarde...
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mais e mais ainda : Nov 4, 2009
nos reduz teu vicioso ciclo alcoolizado.
Era só o que vias este sol?
Ou, mais pra lá do que disseste,
ou nos subscritos selados nos deixaste,
não haverá rua, lua, alma, sonho, praia,
monte, voo, luz, quid, imensidade?
Que o hoje não é só essa Lisboa.
-
Do que me dão:
O bom Cristo,
pão sem peixe
embora.
-
Foste mesmo um menino,
aos tombos p’lo cais da vida.
-
Dulcinea del Toboso y Quijote de la Mancha
celebram prolongados festejos nupciais.
Pra quê inventar novo término para o mais famoso romance?
A noite alonga-se.
Rio-me alarvemente de gaffe têvêvista do Prof. Marcelo.
Onde param a esta hora esconsa os meus óculos?
Reza o entendido eclesiástico que quanto impacte
os telejornais transmitiram resultou d’acérrima pesquisa.
-
Violinos a sussurrar um Danúbio fotográfico,
trapezistas kafkianos, vagabundos artistas,
devastada, imensa alma russa,
aí vás peregrino.
Labirínticos atapetados recantos,
confuso chá, altaneiras tâmaras.
Enormíssima musical litania,
samba, mescla santa.
Cordilheiras, píncaros, mansas enseadas,
virgens florestas, morrinha, encantatórios ermos.
Soberana voz amordaçada cantando pra bailico,
voláteis engenhocas obrigando-nos a baixarmo-nos,
vergada erva, dunas ondulantes, percorrido vento.
Que rumoreja o Sena?
Quem chora em Notre-Dame?
-
A cadelinha
estendia-se
ao sol
no lençol da rua;
árvores
espreguiçavam-se.
-
O lugar em que estás,
o mais distante.
-
Os poetas pararam.
Ao mesmo tempo
tiveram a mesmíssima inspiração:
O ventinho que soprava
era a grande paz.
-
Poesia, tratasse-te por tu,
que tudo acabaria nu.
-
Sento-me na casa.
E parece não haver
nada a fazer
do coração.
-
No primeiro Sábado,
rejubilou o bom Deus:
Era pura, plena, a criação.
Eva, Adão, & Filhos, Limitada,
com o imperativo de dominar mãe terra,
a conspurcaram.
Homem Outro, flébil espírito, quis,
num oportuno tempo, reconstruir
a comum habitação.
Bem sopra onde quer Um Vento Novo,
e chora a fio a boa Mãe…
Bué estopada, fim sem fim…
Tudo pior que estragado.
-
Mistério de Luz:
Sobre jumenta paz
sobes a celeste Jerusalém
e ouves A Aclamação:
‘Hossana ao Filho Rei!’
-
Grunhe
suíno
na pocilga.
Não que escasseie bolota.
-
Cócórócas, galaroz?
Esganam-te.
-
Arrulhas, pomba,
’Spríto?
-
Zurras, burro?
Obras urtiga.
-
Busca, rafeiro,
filas rubi.
-
Pula, macaco,
achas galho.
-
Alça nariz girafa.
Que quesita cata.
-
Orca tonta,
esguichas?
-
Forças voo, cegonha?
Brandamente paira.
-
Rato anafado
com sujidade se ceva.
-
Lebre saltadora
nenhum rasto topa.
-
À borboleta,
ofuscada, o sol a turba.
-
Vaca leiteira
pasta
erva verdadeira.
-
Insecto seco,
areia grossa.
-
Formiga
na retirada.
-
Poeira
nuns interstícios.
-
Bolbo, água,
antenas, arame.
-
A pardal
bico destila mel.
-
Das macieiras ramas,
bordado edénico.
-
Resfolgas, coelhito?
Tens certo um catatau.
-
‘A saudade saudadinha
diz-se nada no Faial…’
S’em ti voasse, saudade,
era meu o Portugal.
-
A amiga saudade
é viúva, noiva, e tem
por irmã a manhãzinha,
a noite é dela também.
-
Não chores, madrinha,
que o netinho voltou,
pra revolver o sol à casa aberta,
e arrasar casulos a teus bichos-da-seda.
-
Tecerem-se
ramagens de girassóis.
-
Aquela clareira inteirinha
intervalando
pura luz livrou-nos.
-
Da indecisão a um calor melhor
a ti própria te perquirires.
-
Encantos,
olhos abertos.
Raiva,
punhos cerrados.
Asas,
mãos a céus.
Mágoa,
do passado.
Prece,
livro a ler.
Esperança,
nome gravado.
Fúria,
fome de pão.
Luta,
teu bordado.
Vida,
tu a dizes,
meiga rosa,
verde prado.
Morte,
estar vivo.
Palavra,
ai pesado.
Isto dito,
eis retrato
esboçado.
Durmo, velo,
’s’sperado;
fujo, fico
do teu lado.
Voo, tombo,
atordoado.
Amo, espero,
arrojado;
por flores
aluado.
Esta paz,
lago habitado,
canto:
Chilreado,
alma, voz, som,
sopro alado.
Paira noite,
chão chovido.
Abre o dia,
fim datado.
Abre a luz,
dou-me enleado:
Abrigada,
céu, e fado.
Se me ama,
bondade
demasiada,
não lembra
nenhum pecado.
O choro
já chorou.
Vigia
os dedos
na r’scrita.
Margem,
água,
poesia,
onde
tomba
uma pétala.
Põe os olhos
em mim.
Me quer,
me tem.
Gozo infindo
seu regaço:
Mãe,
mulher,
calhandra,
senha, recado.
Baixinho
sussurra-me
ao ouvido.
Sacia-me
do mel,
manjar sagrado.
Sonha-me
um sonho
sobre
meu ombro
reclinada.
Meu tu,
meu tudo,
asa, porta, ave,
cofre do
divino cheiro,
M.
-
Olha o
desfeito
ar,
libérrima
floração
p’la
fonte
das moçoilas.
Goza-o
pra lá das gazelas,
à jorrante
nascente.
-
Mãos vazias
voos dobrados.
-
Aqui o quente Inverno,
povoado por luzeiros,
memórias de alegria.
Resolve-se o poema
a rítmico bater dos corações.
Habita o ar vazio e raro,
trazendo montanhas, transido de infinito.
Morro a saudade, complexa fantasia.
Foge a vida, precário estou,
a lumes sublevado,
dócil a musicais tarefas:
Tudo, pra lá do amor bom,
o vinho tinto, o verso cheio,
a dura cama, o sobrado deslumbre, a boa boda.
-
O filho errante a casa volta;
do pai, que sempre o esperou,
tem abraço e perdão
bom que nem mel,
a escancarar amanhãs.
-
Enquanto cristãos,
budistas, judeus, muçulmanos clamam paz,
tenebroso repórter, aviadas trouxas,
engenhos prontos,
vai pra noticiar in loco artilharia;
a seu recanto fugida uma criança enlevos teima,
fazendo terços com aramezinhos, e missangas;
dia após dia,
burocratas abancados, p’lo inóspito café,
mobilizamos fúrias imperturbáveis,
ante imprensa,
a inquirir terror.
-
Réstia
no cinzento
cimento,
a alface,
carícia
a exilado.
-
Após decepcionantes ilusões
retorno a sonegado
sabor vivido.
-
Dar-me à manhã,
crescendo
magoada saudade;
dar-me a caminho
aclarado p’lo ar do teu olhar;
dar-me à poesia,
flor lancinante.
-
Animal ferido,
a guerra deixou-te só,
mas alentaste-te
descansado.
-
Dócil à vontade maior,
acolhesTe
o Sopro Fecundante.
Pobre cristão,
Te frequente Escola,
e Te imite,
Miriam,
em rota
pra O Pórtico.
-
‘Saciado com a flor da farinha
e o mel dos rochedos…’
Livre como um passarinho
me desejaria…
-
Hoje é sábado ou domingo?
Aéreas pedras, árvores, aves
transmutam-se oração.
Alguém permanecerá indiferente
ante tal Eclosão, divino amor?
Uma rosa arde do íntimo mundo;
boca para a palavra,
desflora intocável completude.
Não, nada dizer, antes ser:
Se evolar alma.
O eterno dorme no verso,
que rima com Maria,
Mãe e Fim.

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Mar 6, 2009 2:15 PM
 
Que tal, paso a saludarte y refrendarte mi amistad, que tengas un excelente día y un mejor mañana. Hasta pronto.
 
 
 
 
Aug 11, 2008 9:09 AM
Zinos says:
 
Welcome Angelo,
Thanks for your add me.

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